Após ameaça a Copa, Dilma quer encontro com a Fifa
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
A Folha apurou que a presidente se dispõe até mesmo a marcar um encontro com a cúpula da entidade para conversar sobre as divergências em torno da realização da Copa de 2014 no Brasil.
Nos últimos dias, a Fifa espalhou notícias de que poderia até mesmo cancelar o mundial no país caso não houvesse um consenso em torno de temas sensíveis, como a cobrança de meia entrada nos estádios.
O governo considera que a entidade não tem condições de concretizar a ameaça. Ainda assim, quer "melhorar o clima" com os cartolas.
A Lei Geral da Copa é o centro do litígio. A entidade máxima do futebol entende que o texto não defende suas receitas com ingressos, patrocínios e televisão do Mundial. O projeto de lei ainda será votado por Câmara dos Deputados e Senado.
São sete pontos de discórdia. Entre os principais, está o fato de a Lei Geral da Copa não ter derrubado a meia-entrada para idosos. Isso contraria o Acordo para Sediar, que dava liberdade à Fifa para lidar com ingressos.
Dilma tem mantido distância dos dirigentes do futebol e colocou todos na geladeira, especialmente o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Ele mantinha boa relação com o ex-presidente Lula mas sequer é recebido pela atual presidente.
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