sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Série D: Ingressos para a decisão do Santa Cruz começam ser vendidos nesta sexta-feira

Do GLOBOESPORTE.COM Recife


Bilhetes têm preço único de R$ 40 e serão vendidos no Arruda. FPF precisou intervir para resolver o impasse sobre a venda dos bilhetes

Tricolores podem programar a viagem. Aqueles que pretendem ir ao estádio Amigão, em Campina Grande (PB), acompanhar de perto o confronto Santa Cruz x Treze-PB, pelas quartas de final da Série D não precisam mais se preocupar. Os ingressos destinados aos corais para o primeiro dos dois jogos do mata-mata serão vendidos no Arruda. As vendas dos bilhetes, que têm preço único de R$ 40, começam a partir das 13h desta sexta-feira. Ao todo, estão disponíveis dois mil ingressos para os tricolores, o que corresponde a 10% da capacidade do estádio, que pode receber até 20 mil espectadores.

Havia um impasse entre as diretorias dos dois clubes sobre a distribuição dos ingressos. O presidente do alvinegro paraibano, Fábio Azevedo, só pretendia liberar a venda no Arruda se o Santa Cruz pagasse, antecipadamente, o valor de todas as entradas disponibilizadas à torcida tricolor antecipadamente. O problema só foi resolvido com a intervenção da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), que entrou em contato com a Federação Paraibana para que a entidade intercedesse diretamente junto ao Treze-PB.

Programação O técnico Zé Teodoro voltou a realizar, na manhã desta sexta-feira, mais um treino secreto no Arruda, o último no Recife antes da viagem para Campina Grande. A delegação tricolor embarca nesta sexta, às 15h. Já na manhã deste sábado, os jogadores fazem uma atividade no Centro de Treinamento do Campinense.

Vale a pena ver de novo? Erros de 2010 se repetem e ameaçam o Sport

Do Globoesporte.com/pe


Semelhança com a temporada passada assusta os rubro-negros

Sport empatou duas vezes com o lanterna Duque.
Se existe uma palavra intima ao vocabulário do Sport, ela é o “quase”. Mesmo com as diversas chances oferecidas para entrar no grupo dos quatro mais bem-classificados da Série B, o Leão tem teimado a ficar do lado de fora da porta, ostentando a nada honrosa alcunha de "porteiro do G4", que vem despertando nos rubro-negros uma sensação de “eu já vi esse filme”.

Mudanças de treinadores, contratações equivocadas, tropeços nos últimos colocados, perda da mística da Ilha do Retiro, intimidade com a decepção. Parece 2010, mas o presente imita o recente passado do Sport - como se fosse um remake cinematográfico.

Faltando dez jogos para terminar a temporada, o desespero já começa a dar as mãos aos leoninos, com a experiência de quem já conhece o final da história. Às vésperas do jogo ‘decisivo’ contra a terceira colocada, Ponte Preta, neste sábado, às 16h20, em Campinas, o Sport tem que vencer para seguir na tentativa de exorcizar os fantasmas do ano passado, quando passou 18 rodadas flutuando entre a sexta e quinta colocação, beirando o grupo de acesso, no qual acabou não entrando.

Atualmente, o Leão da Ilha do Retiro está na sexta posição, com 43 pontos, 12 vitórias, sete empates e nove derrotas – uma mórbida semelhança com o passado: Ano passado, exatamente na 28ª rodada, o Sport, comandado por Geninho, ocupava a sexta colocação com os mesmos 43 pontos, também 12 vitórias, sete empates e nove derrotas - números de uma refilmagem?

A semelhança não para por aí. Na temporada passada, exatamente na 27ª rodada, o Sport estacionou na sexta posição após uma derrota por 3 a 1 para Ponte Preta. Na última terça-feira, o rubro-negro assumiu o sexto lugar após ser derrotado pelo São Caetano pelos mesmos 3 a 1.

- É só coincidência, a história não vai se repetir. Ao contrário do ano passado, nessa reta final, temos sete jogos em Pernambuco, destes cinco são na Ilha, além dos confrontos com Salgueiro e Náutico. Temos essa vantagem. Não tem nada de estranho. O final será diferente - garante o presidente Gustavo Dubeux, que já começa a ser contestado pela torcida.

Eleito em dezembro do ano passado, Dubeux não conseguiu conduzir o clube ao hexacampeonato pernambucano e também fracassou na Copa do Brasil, sendo eliminado pelo modesto Sampaio Corrêi, em plena Ilha do Retiro. O presidente não esconde o medo de falhar na tentativa de voltar à elite e tem explicação para a campanha irregular na Série B. Para Dubeux, o Sport investiu bem, mas 
as contratações não renderam o esperado. 

Júnior Viçosa ainda não rendeu no Sport
Dezenove jogadores chegaram para a disputa da Segundona e a direção promoveu uma leve reformulação no elenco. Veteranos como o zagueiro Igor, o lateral Dutra, o meia Romerito e o atacante Carlinhos Bala, todos campeões da Copa do Brasil 2008, tiveram seus contratos rescindidos. A maioria dos que chegaram não rendeu o esperado. Caso dos atacantes Júnior Viçosa e Misael e do meio-campo Diego Torres.




- Fizemos a devida reformulação no plantel. Contratamos 19 jogadores de bom nível, apostas e destaques nos seus times. Infelizmente alguns não estão rendendo como o esperado. Júnior Viçosa, por exemplo, era o sonho de consumo de qualquer time da Série B, mas ainda não rendeu aqui. Assim como Paulista, que foi artilheiro do Pernambucano pelo Porto de Caruaru. Talvez seja o peso da camisa do Sport, a cobrança da torcida. Nem Hélio dos Anjos deu certo. Ele saiu e está brilhando no Atletico/GO na Série A. São coisas inexplicáveis. Temos que confiar que alguma hora vai dar certo – espera o mandatário.

As 19 contratações do Sport a Série B 2011

Zagueiros:
Gabriel
Raul

Laterais:
Fernandinho
Diego

Volantes:
Naldinho
Danilo
Rithelly

Meio-campo:
Maylson
Robston
Diego Torres

Atacantes:
Branquinho
Paulista
Danielzinho
Júnior Viçosa
Misael
Willians Araújo
Willians
Roberson


Só treinadores o Sport já vai no terceiro só nesta Série B. Começou com Hélio dos Anjos, que não resistiu a perda do titulo estadual e foi demitido após seis rodadas na Segundona. Em seu lugar, o auxiliar-técnico Mazola foi efetivado, mas não demorou a ceder o “boné” para PC Gusmão. Sob o comando de PC, o futebol rubro-negro cresceu e chegou a ficar oito jogos invictos, alcançando o G4 depois de golear o Vitória, por 4 a 0, na Ilha. Quando tudo parecia caminhar bem três derrotas consecutivas (para Criciúma, ABC e São Caetano) reascenderam a luz de alerta no clube.

- Eu acho que o problema do Sport é psicológico. Os jogadores estão entrando muito nervosos, principalmente nesta reta final, restando dez jogos. O time começa bem, atacando, de repente tem uma falha, leva um gol, aí entra em parafuso. Na última partida, contra o São Caetano, em cinco minutos, Marcelinho Paraíba deu duas cotoveladas no marcador. Um veterano como ele não pode fazer isso. Contrataram bem, não sei nem o que dizer. Eles têm estrutura, campo de treinamento, salários em dia... Realmente está faltando cabeça - explicou o comentarista da TV Globo Nordeste/Sportv Lúcio surubim, que garante não haver melhor elenco que o do Sport entre as 20 equipes.

O misticismo aponta para mais um fracasso. Os números, a semelhança com o passado assustam os céticos. Restam 10 rodadas para saber se uma nova história será escrita ou se o mesmo filme continuará em cartaz na Ilha do Retiro.

Santos prepara mais uma dupla de craques: conheça Victor e Gabriel

Do globoesporte.com

Robinho e Diego. Neymar e Ganso. Peixe quer seguir mantendo viva a tradição de formar craques 'no atacado'. Nova geração já está no forno
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Há clubes de porte no Brasil que passam anos sem revelar jogadores. O Santos não tem esse problema. Pelo contrário, até esnoba. De tempos em tempos, surgem craques na Vila Belmiro. E no atacado. Recentemente, os astros despontam em duplas no clube que lançou Pelé. No momento, os santistas curtem a vitoriosa geração de Neymar e Paulo Henrique Ganso, como vibraram com as conquistas da turma de Robinho e Diego (entre 2002 e 2005). E já há uma nova fornada para sair em breve. Para manter a tradição, mais um par de astros está sendo preparado na linha de montagem de craques do Peixe.


Victor Andrade, atacante, 16 anos, destaque do time sub-17, fanático por Robinho e com o primeiro contrato profissional firmado na última segunda-feira. Gabriel Barbosa, 15 anos, amigo de Neymar, atacante, um dos artilheiros da equipe sub-15. Eles são as novíssimas promessas da base alvinegra, sobre quem o Santos deposita as suas maiores esperanças.

A convite do GLOBOESPORTE.COM, os dois se encontraram na casa de Gabriel, que fica diante da Vila Belmiro, na última quarta-feira, para falar sobre a amizade entre eles e os sonhos para o futuro. Manter a tradição dos Meninos da Vila é a missão da dupla.


- É um prazer jogar com o Gabriel. Nós nos conhecemos há uns quatro anos. Foi no meu segundo treino no Santos. Mesmo mais novo, ele já era o capitão, bola de ouro do time, fazia gol driblando todo mundo. Pensei: “caramba, preciso fazer logo dupla com esse moleque” (risos) - disse Victor.

Saiba mais sobre a dupla no Globo Esporte, às 12h45


Gabriel retribui os elogios e traça planos ousados. Já consegue se enxergar na Vila Belmiro lotada daqui a alguns anos, com a torcida gritando o seu nome e o do amigo.

- O ataque do Santos vai ser Gabriel e Victor, se Deus quiser. E há outros chegando também. Tem uma geração muito boa vindo por aí.

Victor e Gabriel estão começando a dar retorno ao investimento que suas famílias fizeram para mantê-los sonhando. Já têm contratos com empresas de material esportivo, casa, alimentação e escola bancados pelo Santos, além de uma boa ajuda de custo que permite com que seus pais até deixem de trabalhar para acompanhá-los.

Mudança de rumo

Victor Andrade, multa maior que a de Neymar
(Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)

Nascido em Aracaju no dia 30 de setembro de 1995, Victor começou jogando em campeonatos locais até que chamou a atenção de um olheiro do Benfica, que o levou para Portugal. Com apenas 11 anos, sozinho, pois sua família não pode acompanhá-lo, ele foi colocado em um avião para jogar nas categorias de base do clube encarnado. Conseguiu, a muito custo, superar as saudades de casa. Passou seis meses por lá e conseguiu conquistar alguns títulos, sempre marcando gols.

- No começo, fiquei assustada. Ele não tinha nem passaporte e de repente estava indo para Lisboa. Foi para lá, jogou bem e voltou para o Brasil. Seis meses depois, o Benfica nos chamou para ir definitivamente - conta Christiane Andrade, mãe da promessa santista.

Início de 2007. A família estava pronta para se mudar para Lisboa. Victor havia sido aprovado e o Benfica oferecia um bom contrato, com emprego garantido para os pais e toda estrutura para que todos pudessem viver confortavelmente em Portugal. Até que uma matéria veiculada no Fantástico, da TV Globo, mudou o rumo dos Andrade.

Falei para minha mãe: vou ficar aqui!"

Victor

- O pessoal do Santos viu essa matéria sobre o Victor e nos convidou para conhecer a Vila Belmiro. Ele sempre foi muito fã de Robinho e disse que queria vir. Estávamos com a mudança pronta para Portugal, mas ele bateu o pé, pediu para conhecer o Santos e viemos. Quando chegamos, Victor jogou as malas e minha vida para cima. Disse que não arredaria mais o pé daqui. Tive de largar o meu emprego no banco e viemos embora - completa Christiane.

- Quando entrei no Memorial das Conquistas do Santos e vi aquelas fotos do Robinho pedalando, falei para minha mãe: vou ficar aqui! - conta o garoto.

Já o pai de Victor, Jorge Nelson Santos, se desdobra. Ele é funcionário público do estado de Sergipe e está sempre viajando de Aracaju a Santos para estar perto da família. Não pensa em abandonar a carreira militar.

Na última segunda-feira, Victor assinou com o Peixe até 2014. Sua multa rescisória está estipulada em € 50 milhões (R$ 124,5 milhões). Mais do que Neymar, cuja cláusula custa € 45 milhões (R$ 112 milhões).

Orgulho da família
Gabriel, ou Gabigol, foi convocado para a Seleção
Brasileira sub-15 (Foto: Arquivo Pessoal)

Gabriel Barbosa chegou ao Santos em 2004. Nascido em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, em 30 de agosto de 1996, é filho de santista. Seu pai, Valdemir Barbosa, é torcedor do Peixe e está vivendo o sonho de ver o primogênito se destacando no clube do coração. Para evitar o sobe-desce da Serra do Mar para poder estar ao lado do filho, Valdemir largou o emprego e agora vive em função do garoto.

Gabriel foi descoberto pelo Santos em um torneio de futsal. Ele defendia o São Paulo. Na época, tomava quatro conduções para viajar de São Bernardo até o Morumbi. José Eli de Miranda, o lendário Zito, capitão santista nos bicampeonatos da Libertadores e do Mundial de Clubes (1962 e 63), atuava como gerente santista e foi acompanhar um jogo de Gabriel no futsal. Ficou encantado e o levou para a Vila.

- Sempre o acompanhava. Levava frutas para ele comer. Na volta, ele vinha dormindo no meu colo. Quando a Giovanna (irmã de Gabriel) nasceu, vinham os dois no meu colo. Foi muito difícil, mas deu certo. Viemos para o Santos, que nos dá toda a estrutura. Nossa vida mudou graças ao Gabriel - conta Lindalva Barbosa, mãe da nova joia alvinegra.

Valdemir não consegue segurar as lágrimas ao lembrar da época de sacrifícios do filho e da mulher, mas também chora de alegria pelo futuro promissor de Gabriel.

- Na vida, precisamos sempre sonhar. Claro que é difícil, mas temos de acreditar que vai dar certo. Sempre falo para ele olhar para trás, ver pelo que passou... - diz, embargado, sem conseguir completar a frase.

Na última quarta, logo após conceder entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, o garoto foi convocado para a Seleção Brasileira sub-15.

Amizade

Acabou virando uma amizade muito legal. Uma pena que ele nunca paga a pizza quando a gente sai! Já tem contrato profissional, mas continua pão-duro "

Gabriel, sobre Victor

Victor e Gabriel se conheceram em 2007, quando o primeiro chegou de Aracaju (SE). Ambos estabeleceram uma parceria rápida. Juntos, conquistaram o Campeonato Paulista sub-13, em 2008. No momento, estão separados. Victor está em sua primeira temporada como sub-17; Gabriel vive seu último ano de sub-15. Em 2012, estarão juntos novamente.

- No começo, as coisas foram difíceis para mim, pois eu era novo no clube, estava vindo de longe. Pedia a bola e não me passavam. Chegava em casa e chorava muito. Com o tempo, fui me enturmando, conheci os meninos, o Gabriel, acabamos fazendo uma boa amizade - conta Victor.

Mesmo momentaneamente em categorias distintas, os dois estão sempre se encontrando na Vila Belmiro.

- Ele chegou meio tímido, era novo no time, depois foi se soltando. Acabou virando uma amizade muito legal. Uma pena que ele nunca paga a pizza quando a gente sai! Já tem contrato profissional, mas continua pão-duro - provoca Gabriel.

Em setembro do ano que vem, Gabriel assinará o seu primeiro contrato profissional com o Santos. A expectativa é que ele e Victor estejam juntos no time de cima em 2013. E que a torcida do Peixe tenha mais uma fornada vencedora nos campos da Vila Belmiro.

Série B: PC Gusmão deixa a matemática de lado

Do Superesportes.com


Treinador do Sport se ater aos jogos, um de cada vez
 
PC Gusmão parece querer distância do assunto mais comentado nos últimos dias. Em vez de se ater a projeções, números e contas, prefere vislumbrar a dura caminhada passo a passo. Confiante, esnobou a meta de sete vitórias em dez jogos durante a entrevista coletiva concedida na manhã de quinta-feora. “Na minha cabeça são dez partidas e dez vitórias. Se o G4 fugiu foi porque nós ficamos devendo. Só nos resta ganhar o maior número de jogos. Precisamos voltar a ter poder de concentração. Os mínimos detalhes estão fazendo a diferença”, afirmou.

Atento em relação à Ponte Preta, PC aproveitou para rasgar elogios ao trabalho do técnico Gilson Kleina. “Ele vem fazendo um trabalho muito bom desde o início da competição. Esse grupo da Ponte está montado desde o Campeonato Paulista”, disse. “Eles têm jogadores perigosos, como o Cajá, que voltou há duas rodadas. Renatinho é outro meia habilidoso. Além deles, o vice-artilheiro da competição, Ricardo de Jesus, e o segundo atacante Ricardinho merecem toda a atenção. Trata-se de um time muito bem organizado”, pontuou.

Contra o Sport, a Ponte voltará a jogar no Moisés Lucarelli após cinco jogos de suspensão. Os incidentes no clássico com o Guarani não passaram impunes pela CBF. Na rodada passada, a Macaca perdeu para o Goiás fora de casa. Em busca da reabilitação, a expectativa é de casa cheia amanhã no reencontro entre time e torcida. Mais um obstáculo a ser superado pelo Sport, que jamais conseguiu vencer a Ponte em Campinas.

Série B: Derley garante: 'Em 2012, o Náutico vai disputar a Série A'

Do Globoesporte.com/pe

 
Confiante, volante alvirrubro afirma que o Timbu conquistará o acesso


Derley, volante do Náutico
Se existe um jogador que sabe a importância de garantir o acesso do Náutico à Série A, esse é Wanderley de Jesus Souza, batizado no mundo do futebol como Derley. Com 115 jogos vestindo a camisa alvirrubra, já vivenciou a catástrofe de ser rebaixado em 2009 com o clube. Dois anos depois, uma outra expectativa toma conta do goiano de 25 anos: o acesso à Série A. Com 48 pontos na Série B, o Timbu precisa de 16 pontos para garantir o acesso e Derley aposta nisso para quitar uma antiga divida com a torcida.

-Por ter ‘caído’ com o Náutico, para mim, a conquista do acesso vale mais que um titulo. Vai ajudar a pagar a conta que nós fizemos com a torcida em 2009, quando fomos rebaixados.


Para Derley, a oscilação da equipe nos últimos jogos no returno é natural e a pressão por resultados não pode atrapalhar a concentração dos jogadores.


-Sabemos o que podemos render e o que fizemos nos últimos jogos, mas se prestarmos atenção vamos ver que todo mundo oscila. Tirando a Portuguesa, todos que estão no G4 tiveram altos e baixos e nós estamos muito bem na competição.

Consciente da importância da próxima rodada, a necessidade de vencer o Icasa para seguir firme no grupo dos quatro mais bem-classificados, o volante classifica a partida como uma decisão.

- Esse jogo certamente decidirá nossa vida. Nós sabemos onde estamos e onde queremos chegar, então temos que entrar e decidir a partida. Não podemos mais errar, nossa cota de erros já se esgotou, teremos mais 10 jogos e temos que encarar esses jogos como finais de campeonato - cobrou.

Autor de três gols na Série B, Derley credita a boa campanha da equipe ao clima criado nos vestiários. Para o jogador, a entrega de todos os setores do clube faz com que os resultados aconteçam.

- O que me faz acreditar no sucesso é o elenco que nós temos. Além de bons jogadores, hoje temos a união como nossa aliada. Aqui, jogadores, diretoria e comissão técnica trabalham com o intuito de ajudar uns aos outros e isso faz a gente ter mais tranquilidade quando entramos em campo.

Nem mesmo a desconfiança da torcida, ressabiada pelas ultimas campanhas do clube em competições nacionais, diminui a confiança do jogador, que fez questão de garantir que o Náutico estará entre os quatro primeiros no fim da Série B. -Eu sei que passa um filme na cabeça do nosso torcedor e que isso faz com que eles percam a paciência quando as coisas não saem como esperamos. Mas eu quero dizer que eles podem confiar, pois vamos subir. Não dependemos de ninguém, não precisamos de ninguém e estamos focados no nosso objetivo. O torcedor pode ficar tranquilo que em 2012 nós jogaremos a Série A – garante.

Série D: Zé Teodoro está a 'dois passos do paraíso' com o Santa Cruz

Do Globoesporte.com/pe



O treinador conquistou o título de campeão pernambucano com o tricolor este ano. Agora, está prestes a classificar o time para a Série C


Zé Teodoro, técnico do Santa Cruz
Foi em dezembro de 2010 que ele chegou ao Arruda. O desafio à sua frente era do tamanho do estádio tricolor: além de acabar com o jejum de seis anos sem títulos estaduais, encontrar a porta de saída da Série D, onde o Santa Cruz permanece desde 2009. A conquista do Pernambucano deste ano, impedindo o hexacampeonato do rival Sport, e o fato de estar a apenas dois jogos do acesso à Série C, deixaram o treinador Zé Teodoro numa lua de mel. Hoje, já é difícil distinguir quando a alcunha do "Mais Querido" se refere ao clube e quando se destina ao técnico, já batizado como Zé "Teadoro" pelos torcedores.

Já conhecido no futebol de Pernambuco (foi campeão pernambucano pelo Náutico em 2004, mesmo ano em que também treinou o Sport), Zé Teodoro recebeu convites para deixar o Santa Cruz ao longo deste ano. Mas preferiu ficar: quer marcar o seu nome na história do tricolor.

- Estou numa missão. Não é por acaso que tive outras propostas e permaneci, por acreditar no projeto, no grupo, na restruturação. Até mesmo para representar uma evolução, só vou ficar marcado, se deixar o time na Série C. Por gostar de desafio, tenho muito a acrescentar e ajudar ao clube nesse momento de elevação e crescimento. Acho que posso fazer parte junto com a minha comissão técnica desse momento. Temos trabalhado de uma forma honesta, séria, transparente, então queremos que o fecho seja positivo.

Em abril, o Santa Cruz conquistou o título do Pernambucano 2011 sobre o arquirrival Sport, que tentava conquistar o seu sexto título consecutivo no Estadual. Para Zé Teodoro, o título conseguiu aumentar a autoestima do grupo tricolor, aliando confiança à já existente esperança no acesso.

- O título estadual serviu para demonstrar respeito, identidade, maturidade para o elenco, para o grupo, para o clube e para a torcida, principalmente. Mais do que nas outras duas Série D, a torcida agora está incentivada a apoiar, a gritar. A gente aprendeu muito no Pernambucano, que ensinou que um grupo com investimento, comprometimento e seriedade dão trabalho e ganham dentro do campo.

Confiança acima de tudo

Zé Teodoro garante não ter dúvidas de que este é, sim, o último ano do Santa Cruz na Série D.

- Pelo planejamento, pelo projeto, pelas pessoas que estão encabeçando o trabalho, o grupo de jogadores, a diretoria, a seriedade e o trabalho, o comprometimento dos atletas. Lógico que houve mudanças, problemas, mas o importante é que, desde que chegamos, estabelecemos um objetivo, que é o acesso, mesmo que tenhámos sido irregular na comeptição. O acesso é o mais importante do clube, para fechar o ano com chave de ouro. Temos que aproveitar a oportunidade agora de fazer história.

E, para evitar que essa oportunidade seja desperdiçada, ele sabe bem qual o seu papel e dos jogadores e nesta reta final e decisiva.

- É continuar reunindo todas as forças, a experiência, a qualidade, o potencial de cada um. Nesse momento, vai ser mais na raça, na determinação, mais transpiração do que inspiração. No mata-mata, nem sempre a técnica vai sobressair.

Carreira vitoriosa desde a época de atleta
Pelo São Paulo, Zé Teodoro foi campeão brasileiro
de 1986 e 1991 como jogador
Nascido em 22 de novembro de 1963, José Teodoro Bonfim Queiroz teve uma carreira vitoriosa como jogador também. Entre os seus principais títulos como jogador, estão o da Copa América de 1989, vestindo a camisa da Seleção Brasileira, e os do Campeonato Brasileiro de 1986 e 1991 pelo São Paulo. Zé Teodoro conta como sua experiência como jogador influencia o seu trabalho como treinador.

- No momento de relacionar, da intuição, no lado emocional, psicológico, de falar a língua do jogador. Não quer dizer que quem não foi kogador não vai ser um grande treinador. Mas a maneira de conversar, ser psicólogo, saber conduzir o grupo, não é fácil, Até porque o clube não é só os jogadores, tem a imprensa, a diretoria, a torcida. Tudo depende do treinador, é ele que dá o sinal.

É por isso que, entre treinar e jogar, ele não tem dúvidas em apontar a carreira fora das quatro linhas do gramado como mais complicada.

- Ser treinador é muito mais difícil. É muita pressão, responsabilidade, cobrança. Você é o para-raio dentro do clube. Tem que ser o psicólogo do grupo, do trabalho, envolve toda uma situação. Por isso, você tem que ter uma equipe boa.