Do Diário de Pernambuco
Pleno pode aplicar suspensão aos dirigentes envolvidos no processo de suposto suborno
O caso da infundada acusação de tentativa do Sport ao meia alvirrubro Eduardo Ramos, feita dias antes da segunda partida da semifinal do último Estadual entre os clubes envolvidos, volta à tona nesta terça-feira. Às 19h, no Tribunal de Justiça Desportiva de Pernambuco (TJD-PE), o relator do caso e oito auditores do pleno vão votar sobre as punições de âmbito esportivo. Dirigentes do Náutico, em especial o presidente Berillo Júnior, podem sofrer suspensão. Especula-se de até seis meses.
O relator Hilton Galvão abordou o caso. "Não posso antecipar a conclusão. Vou apresentar as provas, relatar os depoimentos já fornecidos na investigação e eu e os outros oito auditores vamos votar", afirmou, antes de falar sobre quais seriam as possibilidades de resolução. "Se o Sport fosse o culpado, por exemplo, poderia perder os pontos e haver suspensão. Se fosse o Náutico, os dirigentes poderiam também pegar suspensões, penas curtas", despistou.
O julgamento do TJD se baseia na representação impetrada pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF). Já passou pelas comissões - ou seja, a primeira instância - e chegou ao pleno - a segunda. O pai de Eduardo Ramos, o pecuarista Carlos Antônio Martins, foi acusado pela investigação criminal por denunciação caluniosa. O processo tramita na Justiça.
O TJD ainda vai decidir se o Belo Jardim será punido por escalação irregular de jogador na fase final da Série A2. Se for absolvido, ratifica o vice-campeonato. Caso contrário, perderá a vaga para o Chã Grande. O relator do caso é Cláudio Peçanha.




