Semelhança com a temporada passada assusta os rubro-negros
| Sport empatou duas vezes com o lanterna Duque. |
Se existe uma palavra intima ao vocabulário do Sport, ela é o “quase”. Mesmo com as diversas chances oferecidas para entrar no grupo dos quatro mais bem-classificados da Série B, o Leão tem teimado a ficar do lado de fora da porta, ostentando a nada honrosa alcunha de "porteiro do G4", que vem despertando nos rubro-negros uma sensação de “eu já vi esse filme”.
Mudanças de treinadores, contratações equivocadas, tropeços nos últimos colocados, perda da mística da Ilha do Retiro, intimidade com a decepção. Parece 2010, mas o presente imita o recente passado do Sport - como se fosse um remake cinematográfico.
Faltando dez jogos para terminar a temporada, o desespero já começa a dar as mãos aos leoninos, com a experiência de quem já conhece o final da história. Às vésperas do jogo ‘decisivo’ contra a terceira colocada, Ponte Preta, neste sábado, às 16h20, em Campinas, o Sport tem que vencer para seguir na tentativa de exorcizar os fantasmas do ano passado, quando passou 18 rodadas flutuando entre a sexta e quinta colocação, beirando o grupo de acesso, no qual acabou não entrando.
Atualmente, o Leão da Ilha do Retiro está na sexta posição, com 43 pontos, 12 vitórias, sete empates e nove derrotas – uma mórbida semelhança com o passado: Ano passado, exatamente na 28ª rodada, o Sport, comandado por Geninho, ocupava a sexta colocação com os mesmos 43 pontos, também 12 vitórias, sete empates e nove derrotas - números de uma refilmagem?
A semelhança não para por aí. Na temporada passada, exatamente na 27ª rodada, o Sport estacionou na sexta posição após uma derrota por 3 a 1 para Ponte Preta. Na última terça-feira, o rubro-negro assumiu o sexto lugar após ser derrotado pelo São Caetano pelos mesmos 3 a 1.
Mudanças de treinadores, contratações equivocadas, tropeços nos últimos colocados, perda da mística da Ilha do Retiro, intimidade com a decepção. Parece 2010, mas o presente imita o recente passado do Sport - como se fosse um remake cinematográfico.
Faltando dez jogos para terminar a temporada, o desespero já começa a dar as mãos aos leoninos, com a experiência de quem já conhece o final da história. Às vésperas do jogo ‘decisivo’ contra a terceira colocada, Ponte Preta, neste sábado, às 16h20, em Campinas, o Sport tem que vencer para seguir na tentativa de exorcizar os fantasmas do ano passado, quando passou 18 rodadas flutuando entre a sexta e quinta colocação, beirando o grupo de acesso, no qual acabou não entrando.
Atualmente, o Leão da Ilha do Retiro está na sexta posição, com 43 pontos, 12 vitórias, sete empates e nove derrotas – uma mórbida semelhança com o passado: Ano passado, exatamente na 28ª rodada, o Sport, comandado por Geninho, ocupava a sexta colocação com os mesmos 43 pontos, também 12 vitórias, sete empates e nove derrotas - números de uma refilmagem?
A semelhança não para por aí. Na temporada passada, exatamente na 27ª rodada, o Sport estacionou na sexta posição após uma derrota por 3 a 1 para Ponte Preta. Na última terça-feira, o rubro-negro assumiu o sexto lugar após ser derrotado pelo São Caetano pelos mesmos 3 a 1.
- É só coincidência, a história não vai se repetir. Ao contrário do ano passado, nessa reta final, temos sete jogos em Pernambuco, destes cinco são na Ilha, além dos confrontos com Salgueiro e Náutico. Temos essa vantagem. Não tem nada de estranho. O final será diferente - garante o presidente Gustavo Dubeux, que já começa a ser contestado pela torcida.
Eleito em dezembro do ano passado, Dubeux não conseguiu conduzir o clube ao hexacampeonato pernambucano e também fracassou na Copa do Brasil, sendo eliminado pelo modesto Sampaio Corrêi, em plena Ilha do Retiro. O presidente não esconde o medo de falhar na tentativa de voltar à elite e tem explicação para a campanha irregular na Série B. Para Dubeux, o Sport investiu bem, mas
as contratações não renderam o esperado.
| Júnior Viçosa ainda não rendeu no Sport |
Dezenove jogadores chegaram para a disputa da Segundona e a direção promoveu uma leve reformulação no elenco. Veteranos como o zagueiro Igor, o lateral Dutra, o meia Romerito e o atacante Carlinhos Bala, todos campeões da Copa do Brasil 2008, tiveram seus contratos rescindidos. A maioria dos que chegaram não rendeu o esperado. Caso dos atacantes Júnior Viçosa e Misael e do meio-campo Diego Torres.
- Fizemos a devida reformulação no plantel. Contratamos 19 jogadores de bom nível, apostas e destaques nos seus times. Infelizmente alguns não estão rendendo como o esperado. Júnior Viçosa, por exemplo, era o sonho de consumo de qualquer time da Série B, mas ainda não rendeu aqui. Assim como Paulista, que foi artilheiro do Pernambucano pelo Porto de Caruaru. Talvez seja o peso da camisa do Sport, a cobrança da torcida. Nem Hélio dos Anjos deu certo. Ele saiu e está brilhando no Atletico/GO na Série A. São coisas inexplicáveis. Temos que confiar que alguma hora vai dar certo – espera o mandatário.
As 19 contratações do Sport a Série B 2011
Zagueiros:
Gabriel
Raul
Laterais:
Fernandinho
Diego
Volantes:
Naldinho
Danilo
Rithelly
Meio-campo:
Maylson
Robston
Diego Torres
Atacantes:
Branquinho
Paulista
Danielzinho
Júnior Viçosa
Misael
Willians Araújo
Willians
Roberson
Só treinadores o Sport já vai no terceiro só nesta Série B. Começou com Hélio dos Anjos, que não resistiu a perda do titulo estadual e foi demitido após seis rodadas na Segundona. Em seu lugar, o auxiliar-técnico Mazola foi efetivado, mas não demorou a ceder o “boné” para PC Gusmão. Sob o comando de PC, o futebol rubro-negro cresceu e chegou a ficar oito jogos invictos, alcançando o G4 depois de golear o Vitória, por 4 a 0, na Ilha. Quando tudo parecia caminhar bem três derrotas consecutivas (para Criciúma, ABC e São Caetano) reascenderam a luz de alerta no clube.
- Eu acho que o problema do Sport é psicológico. Os jogadores estão entrando muito nervosos, principalmente nesta reta final, restando dez jogos. O time começa bem, atacando, de repente tem uma falha, leva um gol, aí entra em parafuso. Na última partida, contra o São Caetano, em cinco minutos, Marcelinho Paraíba deu duas cotoveladas no marcador. Um veterano como ele não pode fazer isso. Contrataram bem, não sei nem o que dizer. Eles têm estrutura, campo de treinamento, salários em dia... Realmente está faltando cabeça - explicou o comentarista da TV Globo Nordeste/Sportv Lúcio surubim, que garante não haver melhor elenco que o do Sport entre as 20 equipes.
O misticismo aponta para mais um fracasso. Os números, a semelhança com o passado assustam os céticos. Restam 10 rodadas para saber se uma nova história será escrita ou se o mesmo filme continuará em cartaz na Ilha do Retiro.
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